ADCE Sorocaba participa de Encontro Nacional

O Congresso Nacional “Construindo um novo Brasil”, das associações de dirigentes cristãos de empresas (ADCEs), realizado na quinta e sexta-feira da semana que passou na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais, transformou-se em ocasião para um rico debate sobre o País e seu futuro, na perspectiva de valores cristãos. Um futuro em que, segundo D. Walmor de Oliveira, Arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), prevaleça o entendimento de que uma pessoa, uma única pessoa, vale mais que o mundo, para que então a maioria saiba dizer não à economia da exclusão, à idolatria do dinheiro e à banalização da miséria.
Assim, e num contexto de resgate de valores e princípios cujo abandono também ajuda a compreender as dificuldades que o País enfrenta, o presidente da ADCE Uniapac Brasil, Sérgio Cavalieri, disse que é preciso entender que o desenvolvimento das empresas e dos negócios só faz sentido se for conectado com o interesse coletivo, sendo elemento de resgate da pobreza. Para ele, “só vamos dar certo fazendo a coisa certa, do jeito certo”. Na mesma linha, o vice-presidente da Federação das Indústrias, Teodomiro Diniz, acrescentou que as pessoas são, verdadeiramente, o meio e o fim da atividade empresarial e aquelas focadas exclusivamente no seu bom desempenho e ganhos estão fadadas a desaparecer.
Antônio Batista, presidente da Fundação Dom Cabral, chamou atenção para o fato de que existe, na atualidade e não apenas no Brasil, uma crise de liderança e de confiança nas instituições.
Para ele, somente lideranças éticas e cooperativas poderão alterar este curso, entendendo que a transformação virá com a educação, que por sua vez reduzirá as desigualdades, que no caso brasileiro chegou a um ponto com o qual não se pode mais conviver. Na mesma linha, a diretora do Instituto Capitalismo Consciente, Daniela Garcia, lembrou que os negócios devem ser entendidos e valorizados por sua capacidade de gerar riquezas e não apenas lucros, além de conduzidos como honestidade e integridade.
Em síntese, os empresários que estiveram reunidos em Belo Horizonte com o propósito de discutir e contribuir para a construção de um novo Brasil, mostraram que não faz mais sentido discutir apenas como as mudanças ditadas pelos avanços tecnológicos nos impactarão, sem que se tenha em conta a dimensão humana dessas transformações. Uma trilha perfeitamente possível se houver também sensibilidade e, por consequência, postura ética centrada no resgate de valores que, postos de lado, explicam desajustes que se agravam quando não precisariam existir. Nesse entendimento, não duvidamos, estão depositadas as melhores esperanças.
Editorial do Jornal Diario do Comércio BH em 02/10/2019

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